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Estudos

 

Ji-Paraná, 02 de Maio de 2018

 

A Armadura de Deus

Espiritualmente falando, sabemos o que a armadura de Deus representa para o cristão, pois o Espírito já nos revelou através de Paulo. Um fator importantíssimo é entender que esta armadura é de Deus (não é humana!), e deve ser vestida em seu conjunto, sem deixarmos nenhuma parte de fora, pois a Palavra nos exorta: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11)! Também é importante entendermos o que ganhamos e em que sentido nós somos protegidos obedecendo ao Senhor, vestindo-nos e revestindo-nos de sua armadura!

Precisamos da cobertura de toda a armadura de Deus, assim como um soldado romano, da época de Paulo, precisava armar-se para a batalha: nenhuma parte, ou membro do corpo, podia ficar descoberto! Essa armadura era um conjunto de armas metálicas que protegia o corpo dos guerreiros:

O CINTURÃO DA VERDADE

Sl 15:1-2; Sl 91:4; Pv 12:17; Is 45:19b; Jo 8:32; Rm 2:2; Ef 4:15; 1 Jo 2:4.

Cinturão é uma cinta larga, geralmente de couro, em que se penduram armas ou ferramentas. O cinto também é um símbolo de proteção (protege as partes geradoras de vida!). Na luta contra as trevas, se não estamos cingidos com a verdade, nos falta uma parte essencial da armadura! E se não estamos falando e vivendo a verdade, ficamos estéreis, infrutíferos para o Senhor (Jo 15:8).

A COURAÇA DA JUSTIÇA

Gn 18:19; Sl 45:7; Ef 4:24; Ap 19:8.

Couraça é uma armadura defensiva que cobre o peito e as costas (onde ficam os órgãos vitais). O homem cujas práticas são pautadas na justiça é uma pessoa íntegra em sua conduta! Quando a Palavra fala de “justiça”, fala da justiça de fato: a justiça de Deus, pois a justiça humana não passa de “trapo de imundícia” (Is 64:6)!

OS CALÇADOS DA PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ

“Calcem sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pregarem a boa nova da paz com Deus” (BV).

Is 52:7; Is 9:6: O Evangelho da Paz é o Evangelho do Reino, ou seja, a proclamação do governo de Cristo! “O teu Deus reina!” é a mensagem! Este evangelho é de paz porque na medida em que nos submetemos ao governo de Cristo, e esse governo vai aumentando em nós, temos a paz de Cristo governando os nossos corações.

Os pés são a base do corpo; dão sustento e levam o corpo ao seu destino. Os pés representam nosso andar! Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz representa o “ide” de Jesus.  Mas não só isso; quer dizer que devemos ir preparados, treinados no evangelho do reino, sem pervertermos o evangelho de Cristo, andando nEle, em santidade de vida (Mt 28:18-20; Gl 1:6-7, 11).

O ESCUDO DA FÉ

A fé revela nossa limitação e incapacidade, e por isso mesmo, nossa confiança em Deus, que tudo pode! Além disso, a fé nos protege dos dardos inflamados do maligno; justifica-nos (Rm 5:1); agrada a Deus (Hb 11:6); o justo vive por ela (Hb 10:38); se expressa em obras (o fruto revela a árvore) (Tg 2:17). Vale lembrar que, numa batalha em campo aberto, os soldados ficam mais protegidos dos dardos inflamados lançados pelo inimigo, quando se juntam fazendo seus vários escudos parecerem um só! Quando estamos juntos, nossa fé é aumentada, e assim não somos atingidos tão facilmente.

O CAPACETE DA SALVAÇÃO

O capacete protege a cabeça. Na cabeça está o cérebro, outra parte vital do corpo. No cérebro está o que chamamos de mente, ou os pensamentos. O capacete da salvação protege nossa mente das mentiras do diabo e das influências do mundo (Rm 12:2; Is 60:18). Devemos nos revestir da salvação (2 Cr 6:41; Sl 132:16)!

A ESPADA DO ESPÍRITO

A Palavra de Deus – a Bíblia –, é muito importante nesta guerra, pois traz cura para as feridas causadas pelo inimigo (Sl 107:20), e também porque corremos risco de morte quando não a conhecemos ou rejeitamos. A pregação da palavra também gera fé nos nossos corações (Rm 10:17); é fiel e digna de toda aceitação (1 Tm 4:9), deve abundar em nós (Cl 3:16); ser bem manejada (2 Tm 2:15) e pregada a tempo e fora de tempo (2 Tm 4:2).

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus […]”. Por que temos esta orientação do Espírito de Deus?

Porque estamos em guerra, e nossos inimigos não são carnais, mas espirituais e muito poderosos! Estamos em luta, em plena guerra (uma soma de batalhas)! E nossos inimigos não são pessoas; não são nossos vizinhos, colegas, aqueles que se interpõem no nosso caminho, e muito menos nossos irmãos em Cristo. Definitivamente isto tem que estar bem claro: “[…] embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10:3-5).

Contra essa corja de inimigos não podemos lutar de “qualquer jeito”, nem com “qualquer arma”, nem tampouco usarmos “armadura humana” (1Sm 17:38-40)!

Em Atos 19:13-16, vemos que a autoridade delegada por Jesus (Lc 10:19) é estrita aos seus discípulos, àqueles que vivem sob o seu senhorio, àqueles que andam com Ele e, por Ele são enviados (Mc 3:13-14)! Não existe poder mágico nas palavras: “no nome de Jesus”, “há poder no sangue de Jesus”! Há poder, sim, no nome de Jesus, mas principalmente, na sua pessoa. Se estamos nEle, Ele agindo através de nós, e nós sob a sua autoridade; aí, sim, os inimigos se submetem! Que fique bem claro: a armadura de Deus é para soldados e discípulos, não para simpatizantes do evangelho!

E para quê ele nos orienta assim?

Para ficarmos livres das ciladas do inimigo! Cilada é uma armadilha; é astúcia, esperteza e engano. Enganar é levar ao erro através de ilusão, disfarce, etc. Satanás não tem poder sobre nós, os filhos de Deus! Por isso, tentará nos induzir ao erro, pois só terá autoridade sobre nós se nos sujeitarmos a ele. A escolha será sempre nossa! Nosso inimigo pode vir disfarçado de um “coração cheio de boas intenções” (Jr 17:9); como um irmão “cogitando das coisas dos homens e não das de Deus” (Mt 16:22-23); pode vir com a palavra de Deus, mas pela metade ou deturpada (1 Tm 4:1-2; 1 Tm 6:3-5; 2 Pe 2:1-2, 17; At 17:11); ou até mesmo como um “anjo de luz” (2 Co 11;14). Daí a necessidade de habitarmos (estarmos sempre junto, morando…) no esconderijo do Altíssimo (Sl 91:3) e revestidos de toda a armadura de Deus!

Para resistirmos no dia mau! Uma excelente palavra de Jesus sobre este assunto está registrada em Mateus 7:24-27 todos podemos ser visitados por fortes chuvas, enchentes, tempestades, vendavais, etc. Mas, a nossa salvação estará em sermos praticantes das verdades proferidas por Jesus, e assim estarmos firmados sobre a rocha que sustentará nossa casa em pé!

Para permanecermos inabaláveis após a vitória! Uma guerra é feita de muitas batalhas e lutas. Vestidos de toda a armadura de Deus, sempre que vencermos uma batalha, estaremos firmes e ainda abundantes na obra do Senhor, sabendo que, nEle, nosso trabalho não é vão (1 Co 15:57-58), e a vitória, garantida: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o filho de Deus?” (1 Jo 5:4-5). Até que venha a próxima batalha…

E COMO PODEMOS NOS VESTIR DESSA ARMADURA DISPONÍVEL A NÓS TODOS?

O apóstolo nos responde: “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”! As palavras que saltam aí são: “oração”, “súplica”, “em todo tempo”, “no Espírito”, “vigiando”, “toda perseverança”, “por todos os santos”.

Aqui aprendemos muitas coisas:

Temos que orar (1 Tm 2:1-4);

Orar sem cessar (1 Ts 5:17);

Mas não orar de qualquer jeito: uma oração nascida e guiada pelo Espírito Santo, que nos assiste na nossa fraqueza e conhece a mente do Pai, e assim pode interceder adequadamente pelos homens (Rm 8:26,27);

Com súplicas. Orar com súplica é orar com humildade, reconhecendo nossa situação de necessitados, de pecadores; é orar e permanecer orando; é não desistir antes de vir a resposta, é ser insistente. É orar segundo a necessidade (Dn 10:2,3; Ne 1:4);

Vigiando com toda a perseverança. Significa que não podemos nos dar o luxo de ficarmos “regalados” em oração, afinal estamos em guerra! É mais ou menos “orar com um dos olhos aberto”! E novamente vemos aí a exortação a não desistirmos, a orarmos até o fim (At 1:14);

Por todos os santos! Nossa oração e súplica não pode ser egoísta, voltada apenas para nossos problemas pessoais, pois enquanto buscamos o “Reino de Deus e sua justiça”, as nossas necessidades serão prontamente supridas pelo Senhor (Mt 6:33)!

A maior parte do nosso tempo de oração deve ser destinada à intercessão pelos outros (2 Tm 2:1), conforme o exemplo deixado por Paulo que fazia isso pelos seus amados irmãos (Fp 1:3,4; Cl 1:9-12; 1 Ts 1:2-4), certamente sempre guiado em suas orações pelo Espírito Santo de Deus.

Por Aguilar Lopes

 


Ji-Paraná, 20 de Abril de 2018

 

O princípio da Cruz

Em Isaías 53:4-5 diz: Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

O castigo que nos trouxe a paz estavas sobre ele (Jesus Cristo). O que nos trouxe a paz?
A resposta é: O CASTIGO – Ele trocou sua paz por nosso castigo.

ISAÍAS 52:10 – O SENHOR DESNUDOU O SEU SANTO BRAÇO À VISTA DE TODAS AS NAÇÕES; E TODOS OS CONFINS DA TERRA VERÃO A SALVAÇÃO DO NOSSO DEUS.

O Senhor desnudou o seu santo braço. Despiu-o da sua Glória, e a pôs, sobre nós, e tomou nosso castigo e pôs sobre Ele. (Isaías 53:10 – todavia agradou ao Senhor moê-lo, fazendo-o enfermar (doença). Tendo em vista o princípio da cruz, nós podemos exclamar que somos mais que vencedores. Pois tribulação alguma, jamais pode ser comparada com a graça recebida por Jesus na cruz.

Pois foi por Ele Ter sido castigado, que nós temos paz. Qual seria o ambiente das nossas vidas, sem Jesus Ter sido castigado por nós ? – Com certeza não seria de paz , pois foi o castigo que nos trouxe a paz.

Paz no lugar de castigo

Uma visão de maturidade que Jesus quer que tenhamos. Que é valorizar o que somos em Cristo, e o que temos alcançado, e o que vamos alcançar. Ao invés de ficar num canto chorando.

Quem quer alcançar uma maturidade espiritual. Tem que saber que o único caminho é se tornar servo (servir aos outros).

Mas há algo interessante em servir ou amar o próximo; vamos ver a parábola do “Bom Samaritano” Lucas 10:25-37 – E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo.).

– Amar o próximo ou servir (não é só ficar sorrindo, procurando ser amigável). Mas é Ter compromisso com a Justiça.

Leia também: A importância do arrependimento

1º Ponto de destaque de um servo:

Versículo 30 (30 Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.) O próximo tem que necessitar de ajuda.
Ex. ( Jesus não serviu os faríseus, porque eles se julgavam perfeitos).
Ex. ( Jesus disse: Eu vim para os doentes, os necessitam. ). Pois os sãos não necessitam de médicos.

2º Ponto de destaque

Versículos 33 e 34 (33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; 34 e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.)
– Você tem que sentir capacidade em ajudar (tem que Ter confiança que pode ajuda-lo).
– Se renunciar por um menos favorecido (servir).
É complicado tentar ajudar alguém que aparenta não precisar. Você não se sentirá capaz para ajudar.

3º Ponto de destaque

– Só olha para traz , quem já está na frente (e pode se ver no flagelo de quem está lá atrás).
– Estar familiarizado com lutas , provações e renuncias, ajuda muito. Versículo 34 – e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.) – O samaritano sabia cuidar das feridas. E conhecia os perigos do caminho.
2 Cor. 1:3-4 – Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.) Que aprendemos a consolar os outros com a mesma consolação que somos consolados por Deus. Jesus suportou a cruz por nós, porque precisávamos compreender o princípio da cruz, é sinal de maturidade.

E é o que o Senhor quer que aconteça conosco: que cresçamos. Até que todos cheguemos a unidade da fé, do pleno conhecimento do filho de Deus, a perfeita varonilidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Efésios 4:13.

 


Ji-Paraná, 26 de Março de 2018

 

Como Jejuar com Propósito

Jejuar significa ficar sem se alimentar por um período de tempo.

Quando jejuamos, estamos abrindo mão dos alimentos que o corpo necessita para buscar ao Senhor. Dizemos a Deus que estamos fazendo um sacrifício para estarmos com Ele. Esse é o jejum com propósito, veremos nesse estudo quais são os diferentes propósitos que o jejum pode ter. Quando apenas ficamos sem comer, sem nenhum motivo específico relacionado a Deus, não é jejum bíblico.

O que acontece quando jejuamos?

Nos tornamos sensíveis às coisas espirituais, isto é, nos aproximamos do Senhor e fortalecemos nosso espírito, temos mais entendimento espiritual e mais poder sobre o inimigo. O jejum cria uma atmosfera que chama a presença de Deus e sua autoridade. Os demônios reconhecem e perdem seu poder. O jejum aumenta o poder da oração e apressa a respostas.

Motivos do jejum: Devem ser espirituais, ou seja, pela salvação de almas, para receber poder para testemunhar ou pregar, por libertação e cura da alma, por mais revelação da Palavra, para pedir orientação de Deus, para proteção, por agradecimento, para santificação, etc. Não encontramos na Palavra, a prática de jejuns para adquirir bens, emprego, aumentar o salário, ter sucesso nos negócios, etc. O jejum é espiritual.

Como jejuar?

Em Mateus 6.16-18 lemos: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não parecer aos homens que jejuas, e sim, a teu Pai,  em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”

Não é preciso contar a ninguém, exceto, se necessário, quando insistirem a se alimentar. Não aparentar tristeza ou cansaço por estar sem comer, mas agir normalmente.

É importante procurar fazer jejum, se possível, em dias com menos atividade para se dedicar mais ao Senhor. Fazer o jejum corretamente é destacar essa atividade, como se fosse um momento muito importante do seu dia.

Para quem nunca jejuou: Comece tirando a refeição principal. Depois de algumas vezes, jejue o dia todo (Não tome café, não almoce e não lanche) até as 18 horas. Depois pode ir aumentando o tempo. Também pode-se começar fazendo um jejum parcial das delícias (não comer o que mais gosta) por um dia, ou comer só legumes e água ou só tomar sucos ou chá.

O que fazer durante o jejum?

Orar, ler a Palavra, louvar, adorar, falar em línguas, meditar nas Escrituras, etc. Se o jejum for para ter mais poder de Deus, então aproveitar para ministrar, evangelizar, visitar, orar pelos enfermos, etc, conforme está escrito em Isaías 58: 6,7

Benefícios do jejum segundo Isaías 58:6-12:

  1. Revelação da Palavra
  2. Cura e integridade
  3. Recebe justiça
  4. Recebe a presença da glória de Deus
  5. Orações respondidas
  6. Socorro na hora certa
  7. Livramento e refrigério
  8. Direção contínua
  9. Restauração da alma, saúde e força
  10. Bênçãos para a próxima geração com restauração e restituição

Quanto tempo jejuar?

Depende do tipo de jejum escolhido. Pode durar um dia, vários dias, semanas ou meses.

Tipos de jejum

Pode-se fazer jejum total, sem comida e água, por no máximo 3 dias por causa da desidratação. Pode-se fazer jejum parcial, tomando somente água, por muitos  dias, variando do organismo de cada um. Pode-se fazer jejum somente de certos alimentos, como o jejum de Daniel e seus amigos. Dn 1:3-21     Eles comeram somente legumes e água por 3 anos. Também se pode fazer jejum das “delícias”, ou seja, abrir mão de comer e beber tudo que mais agrada ao paladar da pessoa e se alimentar só do básico por tempo indeterminado, até ter a resposta do que deseja. Também pode-se tirar um único alimento como carne, ou sobremesa, café com leite, etc.,aquele que mais agrada. Ainda pode-se jejuar tomando só líquidos (sucos, chás ou chimarrão).

Como terminar o jejum?

Se for mais de 24 horas, comer primeiro alimentos leves e muito líquido para não haver nenhuma reação negativa do corpo.

Reações do corpo durante o jejum

Para quem toma café, chimarrão, chá preto, verde ou mate e refrigerantes, é muito comum ter dor de cabeça ou em outras partes do corpo pela falta da cafeína, que, neste caso, é prova de vício. Também pode haver essa dor pelo vício dos aditivos químicos colocados nos alimentos enlatados e plásticos, como bolachas, doces, frituras, balas, pães, achocolatados, todos os produtos diet e light e adoçantes. Para quem quer vencer os vícios, recomendo, em caso de dor de cabeça, tomar um medicamento leve para dor, mas não parar de jejuar. Com o tempo, as dores desaparecem, o corpo se habitua, e entramos em vitória na prática do jejum semanal.

Quantas vezes jejuar?

O jejum bíblico era praticado de 2 a 3 vezes por semana.  É bom adquirir esta prática para estarmos sempre prontos para qualquer eventualidade, pois Jesus disse, quando jejuardes e não se jejuardes, confira em Mt 6:16 e Mt.17:21.

Exemplos de jejum bíblico

Jesus fez um jejum por 40 dias e 40 noites no deserto sem comer (MT 4:2).

Moisés fez 2 jejuns sobrenaturais quando passou 40 dias e noites no monte, na presença de Deus. Ele não comeu nem bebeu nada. Foi sustentado por Deus, pois, senão, teria morrido (Dt 9:9-18).

Elias fez jejum sobrenatural.  Comeu 2 pães e tomou 2 botijas de água que um anjo lhe deu,e com isso, andou por 40 dias e 40 noites (1 Rs 19:3-8).

Daniel fez jejum parcial comendo só legumes e água por 3 anos. Dn. 1:3-20 Depois fez jejum das delícias, sem “nada desejável, nem carne, nem vinho”, durante 3 semanas (Dn 10:2,3).

Neemias jejuou por alguns dias, orando e lamentando pelo sofrimento do povo (Ne 1:4).

Josafá e toda tribo de Judá jejuou para pedir socorro ao Senhor (2 Cr 3,4,13-17), obtendo um dos maiores livramentos registrados.

O rei e o povo de Nínive (incrédulos) jejuaram em arrependimento por seus pecados, inclusive os animais (Jn.3:5-10) e Deus perdoou seus pecados e não destruiu a cidade.

Ester, suas servas e o povo de Israel fizeram jejum total de 3 dias para que não fossem mortos pelo mandado do rei (Et 4:16, 8:10-12,  9:2)

Esdras jejuou para pedir proteção de Deus em sua viagem (Ed 8:21-23)

Os discípulos de Jesus jejuaram em várias situações (At 9:9, At 13:2,3, At 14:23)

É bom para a Igreja ter a prática do jejum, especialmente nestes “tempos tão atribulados”, mas ainda assim, o Espírito Santo chamará indivíduos ou grupos ou ainda toda uma congregação para jejuar por algo específico quando julgar necessário. Se a Igreja já pratica o jejum, não será difícil obedecer. Estejamos, pois,  preparados como bons soldados de Cristo!

Por Eliana Fraga


Ji-Paraná, 26 de Março de 2018

 

Carne x Espírito

O que a Bíblia chama “carne”, podemos definir como o nosso homem interior, nosso eu, nossa vontade própria. E por “espírito”, entendemos aquela parte em nós adormecida enquanto não nascemos de novo, aonde o Espírito Santo vem habitar quando cremos em Jesus e nos convertemos a Ele. Vale lembrar que quando a Bíblia refere-se ao Espírito (com letra maiúscula) está referindo-se ao Espírito Santo de Deus, e não ao nosso espírito (com letra minúscula)!

Sobre “carne e espírito” há vários textos reveladores na Palavra de Deus. Tais “palavras” nos ajudam a tomar decisões e assumir posturas diante das mais variadas e diversas ofertas, propostas, tentações…

“O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida” (João 6.63-NVI).

“Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus” (Romanos 8.5-7. NVI).

“Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8.12-14.NVI).

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne […].

Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da Lei.

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito” (Gálatas 5.13;16-25.NVI).

“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6.7,8-NVI).

“Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que não vivam mais como os gentios, que vivem na inutilidade dos seus pensamentos. Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento do seu coração. Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza.

Todavia, não foi isso que vocês aprenderam de Cristo. De fato, vocês ouviram falar dele, e nele foram ensinados de acordo com a verdade que está em Jesus. Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.

Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não deem lugar ao Diabo. O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.

Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.

Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.

Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas.

Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque  aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas. Por isso é que foi dito: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti” (Efésios 4.17-32; 5.1-14).

Por Aguilar Lopes

 

Ji-Paraná,21 de Julho de 2016

Mas acontece que um tal de Jeremias....

 

O chamado de Deus não é um instrumento de vanglória e auto-exaltação

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Normalmente, quando um pastor pentecostal usa essa citação, começa o reboliço. Quem não quer ter um chamado como este, quem não quer ouvir essa promessa sobre a sua vida? Que privilégio sem medida ser conhecido por Deus desde o ventre, ser santificado antes de nascer e receber a incumbência de profetizar as Palavras de Deus? O uso destas palavras em uma igreja pentecostal sempre vem acompanhada de uma alarido de glórias e aleluias.

O que muita gente não sabe é que um chamado desta magnitude pode levar a vida de um homem da perfeita segurança de um futuro promissor ao sofrimento, escárnio, abandono e a renegação de toda a sua parentela, além da perda de todos os seus amigos.

Jeremias era um jovem com um futuro bem definido, filho de sacerdote, sua família desfrutava de um grande privilégio, ter onde morar, uma vida estável, sustento garantido e uma carreira promissora, pois estaria a serviço da fé.

O jovem Jeremias vivia na cidade de Anatote, uma cidade dada aos filhos de Aarão, feita para morada linhagem sacerdotal. Anatote era um vilarejo exclusivo, como que um condomínio fechado, para os sacerdotes. Uma vez que estes homens eram preservados de contato com o mundo exterior, não podiam se misturar com os demais, viviam apenas para o serviço da Casa de Deus.

A vida de Jeremias era mantida pelo sistema da Lei, ele receberia por toda a vida os privilégios cabíveis aos sacerdotes, viveria do melhor da terra. Casa, sustento, roupas, esposa, tudo incluso no pacote. Sem qualquer preocupação com impostos, taxas ou dívidas.

Até que, em determinado momento, a vida deste jovem sofre uma mudança drástica: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jeremias 1:5

Assombrado, Jeremias ainda tenta argumentar: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Jeremias 1:6

Ao que o Senhor lhe respondeu: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR. Jeremias 1:7-8

Então o Senhor toca a boca de Jeremias e diz: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. Jeremias 1:9 e 10

UM CHAMADO E SEU PREÇO

O chamado de Jeremias é, sem dúvida, um dos mais extraordinários dentre todos aqueles a quem Deus comissionou para a sua obra. A forma com Deus o motivou, a fim de confirmar seu propósito na vida de Jeremias, traduz uma das mais formidáveis e notáveis mensagens para aqueles que desejam servir a Deus.

Todos nós queremos ser conhecidos por Deus antes mesmos de sermos formados no ventre, e quem não gostaria de ouvir que fora santificado antes mesmo de nascer? Um chamado e tanto, um chamado extraordinário.

Porém, ao chamar Jeremias, Deus o estava tirando para fora da redoma religiosa, para agora estar em oposição ao seu próprio estilo de vida, e mais do que isso, levando para viver entre os excluídos, para fazer parte daqueles com os quais ele jamais teria qualquer tipo de contato. Zombaria, perseguição, solidão e prisão estavam diante dele a partir do chamado de Deus.

Desprezado pelos amigos, pela família, seria um louco errante, uma voz solitária de um subversivo e traidor.

ENGANADO POR DEUS

Para tanto, este mesmo Jeremias que ascendeu a um chamado tão espetacular, no capitulo 20 do livro que leva seu nome, depois de ser preso e torturado, começa um discurso de confronto consigo mesmo e com Deus, chegando ao ponto de dizer que se sentia enganado pelo próprio Deus: Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido fiquei; mais forte foste do que eu, e prevaleceste; sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zomba de mim. Porque desde que falo, grito, clamo: Violência e destruição; porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio e ludíbrio todo o dia.

Então disse eu: Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e não posso mais.

Porque ouvi a murmuração de muitos, terror de todos os lados: Denunciai, e o denunciaremos; todos os que têm paz comigo aguardam o meu manquejar, dizendo: Bem pode ser que se deixe persuadir; então prevaleceremos contra ele e nos vingaremos dele.

Mas o SENHOR está comigo como um valente terrível; por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão muito confundidos; porque não se houveram prudentemente, terão uma confusão perpétua que nunca será esquecida.

Tu, pois, ó SENHOR dos Exércitos, que provas o justo, e vês os rins e o coração, permite que eu veja a tua vingança contra eles; pois já te revelei a minha causa.

Cantai ao SENHOR, louvai ao SENHOR; pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores.

Maldito o dia em que nasci; não seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz.

Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho; alegrando-o com isso grandemente.

E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu e não se arrependeu; e ouça clamor pela manhã, e ao tempo do meio-dia um alarido.

Por que não me matou na madre? Assim minha mãe teria sido a minha sepultura, e teria ficado grávida perpetuamente!

Por que saí da madre, para ver trabalho e tristeza, e para que os meus dias se consumam na vergonha? Jeremias 20:7-18

Grandes expectativas podem gerar as maiores decepções na vida de alguém. Ainda mais se estas expectativas estiverem fundamentadas em alicerces equivocados como a vaidade, a soberba ou a ambição. O chamado de Deus não é um instrumento de vanglória e auto-exaltação, mas uma obra de servidão e obediência àquele que nos convocou para a obra.

Não é o caso de Jeremias, pois ele sentia o mesmo sentimento que havia em Deus acerca da situação do seu povo. Jeremias sofria amargamente em ver a miséria espiritual da sua geração. Um povo entregue aos prazeres e à idolatria, um povo conformado com a sua religiosidade morta e vazia, presa aos rituais do Templo, mas profanadas pelo fogo estranho nos altares a outros deuses.

A PROFECIA DÓI NA ALMA DO PROFETA

Um dos mais notáveis clamores de Jeremias: Naquele tempo, diz o SENHOR, tirarão para fora das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém;

E expô-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra.

E será escolhida antes a morte do que a vida por todos os que restarem desta raça maligna, que ficarem em todos os lugares onde os lancei, diz o SENHOR dos Exércitos.

Dize-lhes mais: Assim diz o SENHOR: Porventura cairão e não se tornarão a levantar? Desviar-se-ão, e não voltarão?

Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia tão contínua? Persiste no engano, não quer voltar.

Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um se desvia na sua carreira, como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha.

Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do SENHOR.

Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a lei do SENHOR está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas.

Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria, pois, têm eles?

Portanto darei suas mulheres a outros, e os seus campos a novos possuidores; porque desde o menor até ao maior, cada um deles se dá à avareza; desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade.

E curam a ferida da filha de meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.

Porventura envergonham-se de cometerem abominação? Não; de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo em que eu os visitar, diz o SENHOR.

Certamente os apanharei, diz o SENHOR; já não há uvas na vide, nem figos na figueira, e até a folha caiu; e o que lhes dei passará deles.

Por que nos assentamos ainda? Juntai-vos e entremos nas cidades fortificadas, e ali pereçamos; pois já o SENHOR nosso Deus nos destinou a perecer e nos deu a beber água de fel; porquanto pecamos contra o SENHOR.

Espera-se a paz, mas não há bem; o tempo da cura, e eis o terror.

Já desde Dã se ouve o resfolegar dos seus cavalos, toda a terra treme ao som dos rinchos dos seus fortes; e vêm, e devoram a terra, e sua abundância, a cidade e os que habitam nela.

Porque eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra os quais não há encantamento, e vos morderão, diz o SENHOR.

Oh! se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece em mim.

Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota; não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?

Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.

Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; ando de luto; o espanto se apoderou de mim.

Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo? Jeremias 8:1-22

Jeremias clamava por um médico assim como uma mãe desesperada em um pronto-socorro com o filho doente nos braços. O sentimento de Jeremias era verdadeiro e sincero, a destruição da nação era eminente, mas o rei, os sacerdotes e o povo endureciam o coração e não aceitavam a correção do Senhor. A DESTRUIÇÃO VEIO, O CASTIGO CHEGOU!

LIÇÃO PARA OS NOSSOS DIAS

Nos dias de hoje, assim como nos dias de Jeremias, temos uma geração perversa que desconhece a voz do Senhor, os profetas são motivos de zombaria, se tornam escárnio por confrontarem a mentira com a verdade. Os interesses pessoais estão acima do Reino, as conquista de cada um são prioridade em detrimento da verdadeira fé em Cristo.

Muitos se auto-justificam por levarem uma vida religiosa acima de qualquer suspeita, confiam em seus jejuns e orações mais do que na misericórdia e na compaixão. Acreditam que por cumprirem uma obrigação e se colocarem em um grau de separação dentro da redoma da religião, estão justificados.

Quais são os reais interesses destes que alimentam a chamada indústria evangélica, quais os objetivos dos ídolos vivos com seus estilos de vida extravagantes, pregando uma mensagem triunfalista, onde só há lugar para vencedores? O que querem muitos destes, ao tentar transformar o povo de Deus em uma massa manobrável e manipulável?

Jeremias é enaltecido por seu chamado, mas muitos renegam seus dilemas e conflitos interiores. Jeremias não caberia em boa parte das igrejas atuais, pois era um derrotado, um inconformado. O estilo de vida de muitos cristãos de nossos dias sufocaria o profeta e, certamente, ele seria excluídos de muitas denominações por rebeldia.

Jeremias jamais desistiu, mesmo quando pensava em não mais falar em nome de Deus seu coração ardia por proclamar os oráculos do Altíssimo. Através de Jeremias Deus vem prometer uma Nova Aliança, gravada nos corações dos homens. Uma aliança eterna que se cumpre em Jesus Cristo: Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.

Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.

Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jeremias 31:31-34

A verdadeira aliança de Deus com seu povo se concretizou em Jesus Cristo, em seu sacrifício na Cruz, fez do próprio sangue derramado o verdadeiro Bálsamo de Gileade, que trouxe a cura definitiva para a vida humana.

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Fonte:por Adenilton Turquete

 

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