Voltar Voltar

 

Artigos

 

Ji-Paraná, 02 de maio de 2018

 

Adoração com maturidade, o que significa?

A verdadeira adoração tem sido uma das coisas raras de se ver nos dias de hoje. Muitos têm empreendido escrever sobre o assunto e creio que há muita coisa boa escrita sobre a adoração, mas o problema é que na diversidade de religiões há, em muitos casos, uma total agressão aos princípios da palavra de Deus.

A igreja de Jesus Cristo nunca teve tão dividida no tocante a este assunto como está nos dias de hoje. É necessário olharmos para a Palavra de Deus e buscarmos nela as verdades sobre o modo de adorarmos a Deus. Penso que posso escrever algo sobre a Carta de Paulo aos Romanos e que envolva o assunto, porque o apóstolo dos gentios não conhecia a igreja em Roma e anelava em seu coração alcançar credibilidade e sustento para o seu ministério na Espanha.

Esta igreja não foi organizada por nenhum apóstolo, pois segundos os estudiosos, a Igreja em Roma surgiu no dia Pentecostes. Paulo esperava passar por Roma e mandou com antecedência este pacote doutrinário que é a carta aos Romanos.

A carta tem como tema principal à fé em Jesus Cristo. Paulo começa a abordar o assunto mostrando que todos os homens estão debaixo do pecado, tanto gentios como judeus. A igreja em Roma era composta de um povo misto de judeus e gentio. Assim pelo fato de não conhecer a igreja, Paulo escreve as verdades sobre o pecado, a fé e seus resultados e sobre a história da situação de Israel, não deixando para traz a importância da adoração genuína.

O povo romano era dado à idolatria e à luxúria. A igreja era assediada pelas falsas doutrinas que se misturavam com o cristianismo como era o caso do judaísmo e talvez os ensinamentos gnósticos que começavam a tomar proporções relevantes.

Com tudo isso surgia a necessidade de Paulo abordar sobre a importância da adoração e isso ele faz de forma clara no capitulo 12 da Carta aos Romanos.

Não vou ser profundo sobre o assunto, mas abordá-lo de forma sucinta para que possa ser entendido e prático para todos os leitores, pois a palavra de Deus deve ser acessível e contextualizada para que possamos tirar o nosso proveito. Penso que podemos seguir os padrões paulinos para adorarmos a Deus com maturidade, pois encontrei princípios importantes para que possamos edificar as nossas vidas e também nossas igrejas, e isso numa adoração bíblica e contextualizada.

A adoração verdadeira tem certas características que devem ser observadas com atenção e quero abordá-las em quatro pontos importantes. Estas teses serão relevantes para que possamos entender o que Paulo pensava sobre a forma de adorarmos a Deus em nossos cultos e também refletirmos em nossa adoração à luz do conhecimento bíblico sobre o assunto. Vejamos o que podemos encontrar no texto de Paulo aos romanos, capitulo 12: 1-10 sobre os requisitos para a adoração verdadeira e madura:

A Adoração é uma apresentação diante de Deus

Paulo começa o versículo um dizendo que a adoração consiste numa entrega diante de Deus. Ao dizer assim, ele se referia à oferenda. Em todo o antigo testamento nós podemos constatar o sistema judaico sacrificial. Outros povos pagãos também sacrificavam aos seus deuses, o que prova que a questão sacrificial não se prendia aos cultos dos hebreus. Deus mesmo exigia que se sacrificassem animais. Mas a idéia sacrificial estava ligada também às ofertas.

A adoração verdadeira e madura é uma oferenda para Deus e isso como um sacrifício vivo. Ao contrário do antigo testamento, onde eram apresentados sacrifícios pelos pecados, Paulo aborda que devemos tomar uma atitude de gratidão pela compaixão que Deus teve ao nos perdoar no sacrifício de Jesus Cristo. Não se pode dizer que adoramos a Deus se não nos apresentarmos diante dele em gratidão por tudo que ele representa para nós.

A apresentação solene que é feita diante de Deus é de essência santa. A santidade é um dos atributos de Deus. A palavra grega “agian” tem sua designação dando a idéia de separado. A adoração com maturidade deve envolver a separação do pecado e a separação para Deus como oferenda imaculada no sacerdócio pessoal.

A forma de adoração apresentada por Paulo não é algo extremo ou estático, mas racional. A palavra que expressa razão tem uma melhor interpretação se pudermos pensar na coerência daquilo que estamos fazendo para Deus, ou seja, precisamos fazer a soma certa e Deus não pode ser somado ao ascetismo ou ao legalismo, mas à santidade e à justiça de que é exigida no ato da adoração. Então ser um verdadeiro adorador consiste em apresentar-se diante de Deus ao jeito de Deus e com o caráter de Deus.

Paulo diz que Deus é adorado em culto ou devoção pessoal e isso através da coerência de que aquilo que estamos apresentando ao Senhor seja realmente verdadeiro. Assim a adoração com maturidade passa a atender as exigências de Deus, pois o ato de adorar é uma coisa e Deus receber ou confirmar a adoração é outra. O culto deve ser bíblico e ao jeito de Deus, pois ele é o alvo de toda adoração.

A igreja tem se tornado para muita gente um clube de encontro onde podemos ver as pessoas e sermos vistos por elas. Em muitos casos a igreja tem sido um lugar onde é proporcionada uma forma de culto que faz com que as pessoas extravasem as neuroses adquiridas no decorrer da vida. Eu penso que tudo isso pode contribuir para melhorar a pessoa, mas não podemos fazer do culto um consultório de psicologia onde a cada domingo nós tenhamos as sessões terapêuticas para cada pessoa.

Poucos são aqueles que realmente querem envolvimento com a obra de Deus com o objetivo de faze-la crescer. Muita gente deseja receber as bênçãos, mas poucas querem o Deus das bênçãos. Não podemos dizer que culto seja um ato que nos faça receber bênçãos, ainda que isto esteja intrínseco, mas o culto é uma entrega pessoal diante de Deus como um sacrifício vivo, santo e racional.

Dentro desta idéia podemos perceber uma outra verdade que caracteriza uma adoração verdadeira:

A Adoração é tomar uma atitude em relação à cultura secular

Outra face da adoração é no ato de tomarmos uma posição em relação ao sistema em que estamos vivendo.

Paulo disse para aqueles irmãos em Roma que eles não deviam se conformar com o mundo. Há aqui algo que precisamos estar atentos. O mundo foi criado por Deus e é alvo do amor de Deus, mas a palavra usada pelo apóstolo tem a idéia de século ou época. Outro fato que não podemos deixar de relacionar é que a palavra “não conformar”, usada por Paulo nos dá a idéia de pose. É como alguém que vai tirar fotos e faz poses. O que Paulo nos diz aqui é que não podemos tomar a forma ou a pose do século.

Hoje nos estamos vivendo em uma época onde nossa cultura é voltada para os aspectos da juventude e dos hábitos de consumo da juventude. Nós não vemos na televisão propaganda de remédios para pessoas idosas. Não vemos a mídia colocar um idoso para fazer a propaganda de um sorvete ou algo do gênero. Tudo ou a maior parte do que presenciamos são mulheres sensuais e musicas sensuais, misturadas às drogas alcoólicas e pessoas de sucesso pregando a liberdade em nome do amor. Mas onde está Deus? Cadê a mídia de Deus? Porque não há novelas que falem como as pessoas podem encontrar a Deus?

Não sou contra a mídia e penso que tudo pode ser usado para o bem, mas não é assim que o nosso mundo usa as coisas. Estamos vivendo em dias onde precisamos questionar aquilo que temos aprendido e perpassarmos à luz da palavra de Deus para que não tomemos a forma do mundo em uma cultura agressiva que gera neuróticos e pessoas sem o temor de Deus.

Jesus disse que somos sal e luz e isto são coisas distintas e legitimas. Nosso cristianismo deve influenciar e não ser influenciado pelo mundo. Acredito que se quisermos viver uma vida autentica com Deus então precisamos tomar uma atitude em relação a nossa cultura ou época.Quando tomamos esta atitude, nossa adoração passa a ter uma marca distinta. Nossos valores serão diferentes, pois Cristo estará presente em nossa devoção.Nossa adoração será a resposta de nossa cultura bíblica. Esta é outra parte que quero abordar.

Leia também: Em direção à maturidade cristã

A Adoração é uma renovação que provém do conhecimento da palavra

Paulo começa esta parte mostrando que a adoração genuína é fruto do conhecimento da Bíblia. Ele diz que devemos nos transformar pela renovação do nosso entendimento.Ao dizer isso, Paulo afirma que uma adoração verdadeira deve ser bíblica, pois a sobreposição de informações, ou seja, colocando a informação do evangelho em lugar dos falsos conceitos religiosos, teremos uma metamorfose. É como uma lagarta que passa do estado larvar e repugnante para um estado adulto, onde é transformada em uma bela borboleta.

O adorador precisa conhecer a Bíblia, precisa pertencer a ele e ser possuído por ela. Jesus afirma que o conhecimento da verdade pode libertar o homem. Há muita gente fazendo meninices em nome de Jesus sem mesmo conhece-lo. Há tantos que buscam experiência e revelação da verdade ao passo que deveriam pedir a Deus iluminação da verdade para uma espiritualidade salutar e libertadora. A adoração madura transforma o adorador e renova a mente por causa da palavra da verdade.

Nosso padrão de adoração é a Bíblia, e interpretada de maneira legitima e inteligente, para que não coloquemos palavras na boca de Deus e que nunca Ele quis dize-las.Nossos cultos precisam ser bíblicos porque se assim não for, serão como lata vazia fazendo só barulho. Penso que muitos passam pouco tempo com a palavra de Deus. Há gente que cresce nas igrejas por aquilo que ouviram falar e não por aquilo que aprenderam com Deus e com sua palavra.Talvez esta seja a razão que faz com que haja tanta imaturidade externada no meio do povo de Deus e que tem escandalizado tanta gente, distorcendo e pré-conceituando erroneamente o culto evangélico.

A adoração muda o caráter do adorador, levando-o a apresentar-se diante de Deus de forma santa e em consequência disso experimentando a vontade de Deus.

A Adoração possui identidade

Paulo passa a dizer que não podemos pensar de nós mesmos além do que convém, mas segundo a fé repartida por Cristo a cada um. Depois estabelece o ensino dos dons espirituais. Ele estabelece uma semelhança da igreja e o corpo humano. Paulo mostra a diversidade de dons na unidade de Cristo. Podemos perceber que há o ensino de que devemos conhecer o nosso dom ou nossos dons para a apresentação de nosso sacrifício diante de Deus.

O cristão não pode ser aquilo que não é, mas não deve deixar de ser aquilo que é. Existe aqui um principio importante que é a identidade espiritual. Não somos ninguém sem nossa identidade e assim também em relação à igreja. Não podemos servir a Deus sem nossa identidade espiritual sem o nosso dom espiritual. No Antigo Testamento os hebreus sacrificavam a Deus, mas na igreja usamos a nossa vida no dom espiritual dado para edificação do corpo. A adoração está voltada para Deus e para o próximo. É aí que cumprimos a lei do amor que rege toda obediência. Nosso culto deve ser edificador e alimentador.

Para que isso se torne realidade, precisamos aceitar a diversidade e também a unidade, ou seja, há muitos jogadores e cada um em uma posição, mas os gols são feitos em um só lugar.Os pastores devem entender esta realidade e investirem em uma forma de cultuar que proporcione oportunidade para todos servirem a Deus nos dons espirituais.

Concluindo, se todos entendêssemos estas verdades, poderíamos experimentar o céu aqui na terra. A igreja é perfeita em si mesma, mas talvez o que a tem reduzido ao fracasso sejam os adoradores imaturos, que cultuam sem estarem diante de Deus como um sacrifício vivo. Adoradores que tomam a pose do século porque não conhecem a Deus e nem a sua palavra. Adoradores que não têm identidade e que servem a Deus no talento da carne. Que carregam a soberba e a fama respaldada na gloria do homem e não de Deus. Adoradores que não cultuam, mas fazem espetáculos em nome da fé.

Precisamos de adoração verdadeira.

Enviado por:
Valdir Caetano de Souza
Assembléia de Deus – Belém – Limeira / SP
valdicae@bol.com.br

 


Ji-Paraná, 20 de Abril de 2018

 

Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? Percebemos que a existência do mal no universo é o problema mais sério para aqueles que crêem em Deus. Para o adorador sincero, as desventuras que povoam a terra trazem inquietações e perplexidade. Chega a ser notável o fato de que, num mundo com tantos sofrimentos, a maioria continue acreditando num Deus amoroso e bom. Alguém pode até dizer que são os dissabores que empurram o homem para a fé, mas isso não faz sentido. Pelo contrário; é apesar do mal, e não por causa dele, que as pessoas se apegam ao Criador. As dores e injustiças do mundo são o argumento mais forte dos ateus.

Deus existe e tem domínio sobre o mal

Creio que Deus existe. Acredito que Ele é perfeito em sua bondade. Acredito que Ele é ilimitado em seu poder. E apesar disso observo injustiças, desastres, tragédias e desgraças. Esse é o enigma do mal, um impasse mais intrincado do que qualquer esfinge seria capaz de conceber. O pensador cristão C. S. Lewis resumiu-o da seguinte maneira: “Se Deus fosse bom, Ele desejaria fazer suas criaturas perfeitamente felizes, e, se Deus fosse todo-poderoso, poderia fazer tudo o que quisesse. Mas as criaturas não são felizes. Portanto, parece faltar a Deus bondade, poder ou ambas as coisas. Esta é a questão do sofrimento colocada em sua forma mais simples”.

Engana-se quem pensa que a Bíblia nada tem a dizer sobre a dor. Ao longo de suas páginas, ela nos fornece muitas explicações. As Escrituras ensinam que as pessoas são sofrem sempre do mesmo jeito, nem pelas mesmas razões. Deus pode enviar a dor aos perversos como julgamento pelo pecado. (Jó 4.8), ou usá-la para fazer com que um ímpio se arrependa e seja salvo (Sl 119.67). Até na vida dos justos o sofrimento tem serventia. Eventualmente o crente será afligido, como um meio de disciplina (Hb 12.7) ou para prevenir uma queda (2 Co 12.7). Quando alguém permanece fiel na tribulação, presta testemunho aos homens, aos anjos e aos demônios (Jó 2.3). O sofrimento promove santificação (1 Pe 4.1), purifica a fé (1 Pe 1.7), gera perseverança (Tg 1.3), conduz à perfeição (Hb 2.10), aproxima-nos dos sofredores (2 Co 1.4) e nos fazem semelhantes a Jesus (1 Pe 4.13).

Leia também: Considerações sobre o termo “Acerca da Fé”

Deus tem o controle quando o mal nos atinge

Fica claro que o Senhor não desmerece a dor dos seus filhos; Ele a emprega nos propósitos mais elevados. Segundo a Palavra de Deus, há muitas ocasiões em que encontramos explicação para o sofrimento. Para isso, basta substituirmos o “por quê” por um “para que”.

Tal ensinamento é legítimo. Ele tem oferecido consolo a um número incontável de sofredores. Não devemos, em hipótese alguma, menosprezar seu valor. Entretanto há ocasiões em que a questão do sofrimento parece ficar sem resposta. Algumas coisas ruins acontecem sem que consigamos enxergar nelas razão ou utilidade. Aparentemente, elas não têm um “por-quê”, e, muito menos, um “para quê”. São como um absurdo do destino, em capricho do céu. Cedo ou tarde, umas dessas coisas acontecem conosco.

 


Ji-Paraná, 26 de Março de 2018

 

Quem foi Nabucodonosor na Bíblia? Saiba aqui

Na Bíblia aparece o nome Nabucodonosor, referido como o rei da Babilônia, o reino mais poderoso depois da queda processual do reino Assírio, e posteriormente conquistou o reino de Israel e Judá, em parceria com Egito. O reino da Babilônia era conhecido pela capacidade militar que superava qualquer exército, sua beleza arquitetônica e como o lugar de comercio mais importante.

O povo hebreu estava divido em dois reinos: Israel e Judá. Israel tinha sido submetida totalmente e Judá tinha feito um pacto de avassalamento para não perder a totalidade do reinado. O rei Joaquim de Judá terminou sendo levado na Babilônia, destino que assumiu ao igual que as pessoas notáveis dos reinos que conquistava, como também os profissionais, os quais foram levados para construir o grande império da Babilônia. O exílio era a forma de domínio do Nabucodonosor, quem governou por 40 anos, aproximadamente. Devemos lembrar que os tempos bíblicos são simbólicos, e o número quarenta faz referência à esperança de vida daquela época, ou seja, uma pessoa saudável, conseguia viver 40 anos. Ou seja, Nabucodonosor reinou a Babilônia durante uma geração.

A história de Nabucodonosor na Bíblia

Na bíblia aparece como aquele que destruiu o templo de Jerusalém no redor do ano 600ac. O qual significava o seguinte: se o Deus dos hebreus não é tão forte para impedir que eu o destrua, eu sou mais poderoso do que ele. Essa atitude levou-o a ser reconhecido como um rei terrível, mas também como um verdugo do qual Deus se serviu para que o povo lembrasse a aliança que tinham feito como ele: não terão outros deuses além de mim (Ex. 20, 1-3).

Nabucodonosor e o Profeta Daniel

Os livros da bíblia que mais dão conta da passagem do povo pelo exílio na Babilônia é o segundo livro dos reis e o livro do profeta Daniel. Este segundo, relata como Nabucodonosor foi conduzido pelo mesmo Deus a reconhecer a grandeza do Deus do povo hebreu. Uma das passagens bíblicas mais reconhecidas é a cena dos três jovens que se negaram a adorar a estátua dourada do rei, pois eles rendiam culto ao seu Deus unicamente. Indignado pelo fato, e aconselhado pelos conselheiros, os mandou queimar numa fornalha, mas foram protegidos pelos anjos de Deus, segundo o relato do capítulo 3 do livro do profeta Daniel. Um dos fatos que mais impressionou o rei.

O personagem central deste livro não é o Nabucodonosor. É o mesmo Daniel a quem o mesmo rei o tinha em grande estima. Ele era temido pela sua sabedoria e admirado pela coragem e lealdade ao seu Deus. Nabucodonosor teve um sonho que nenhum sábio pode decifrar, somente Daniel, quem advertia sobre a queda do rei pelo império grego, que, anos depois, conquistou. O sonho descrevia uma imagem (de um rei?) construída com ouro, prata, bronze e barro, a qual o rei, no sonho, a viu cair e esmigalhar. A interpretação de Daniel fez que o rei ficasse tranquilo, porque, se de fato isso aconteceria com a Babilônia, não seria no reinado dele que aconteceria.

Enviado por:
Artigos Bíblicos
Artigo enviado pela equipe de redação do site

 


Ji-Paraná, 24 de Março de 2018 - Sábado

 

Quando o Sal da Terra entra em Crise Existencial - Tem até Crente Sal do Himalaia

Em Mateus capítulo 5.13 Jesus disse:

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.”

Não foi por acaso que o Mestre fez esta afirmação. As qualidades do Sal já eram conhecidas desde os tempos mais remotos.

A antiga Alquimia classificava uma “Trindade Alquímica” que era formada pelo Sal, o Mercúrio e o Enxofre.

Os antigos Filósofos gregos diziam que o Sal era uma “Segunda Alma”, visto que tinha, como a alma, o poder de conservar a carne sem que ela se deteriorasse.

Fisiologicamente, no ser humano, o Sal tem a função de controlar as substâncias que entram e saem de nosso corpo.

Os Romanos costumavam pagar as Legiões com sal. Daí o surgimento da palavra “Soldo”. O “Soldado” era um legionário que recebia seu “Salarium” em Sal.

Os habitantes de terras frias já possuíam o hábito de utilizar o Sal para derreter a neve das estradas e ruas na época do inverno.

Todos os sacrifícios estabelecidos no livro de Levíticos deveriam ter o Sal como oferta:

“E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.”  Lv 2.13

O gado deve ser alimentado com o Sal para balancear suas funções orgânicas.

Atualmente existem alguns tipos de Sal que são muito utilizados e, curiosamente, possuem um grande significado e aplicação espiritual para a Igreja, visto que o próprio Cristo nos comparou com este mineral.  “Ser” Sal é uma questão existencial:

Crente Sal Grosso

Por não ser refinado ele preserva suas caraterísticas nutricionais e terapêuticas.

Hoje os crentes “Sal Grosso” são aqueles que, embora não tenham tanto preparo Teológico, não são “refinados”,  são aqueles que preservam os bons hábitos que todo o cristão deve cultivar: Oração, Jejum, moral, bons costumes, Leitura da Palavra de Deus e uma vida de dedicação à Obra do Senhor. Graças a Deus pelos irmãos Sal Grosso.

Crente Sal Refinado

O Sal Marinho (Grosso)  perde 84 elementos químicos importantes  durante o refino. Durante a “fabricação” e lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio.

Tem completa relação com o crente que, uma vez que apendeu os bons hábitos de uma vida cristã padrão agora perdeu suas características originais, tudo por conta de um suposto “Refino Teológico” que lhe retirou elementos importantes de um verdadeiro propagador do Evangelho. Assim como o “Sal Refinado”, muito mais foi perdido do que acrescido no processo.

Crente Sal Light

É o Sal sem ou com uma baixíssima quantidade de Sódio. Tem cor de Sal, jeito de Sal, aparência de Sal, mas… Não é o Sal como conhecemos. Falta o princípio que o classifica essencialmente e substancialmente como Sal, o Sódio.

Ora, se o elemento químico Sódio é o principal componente para o Sal ser classificado como Sal, e se este praticamente inexiste, podemos dizer que este Sal é um impostor.

E não é exatamente o que acontece com alguns ditos cristãos que tem jeitinho de crente, fala como crente, se veste como crente, mas na sua essência não tem o principal, Cristo. São meros frequentadores de cultos, não tem a substancia essencial que lhes identifica como salvos, não tem vida transformada. Lhes falta o brilho do Espírito Santo.

Crente Sal Guérande

Sal Marinho grosso, não refinado e livre de aditivos da região de Guérande na França. É integral e não passa pelo processo de refino, por isso conserva traços de minerais naturais como o cálcio e o magnésio. Este sal é muito caro, a bem da verdade caríssimo, e só é utilizado na alta Gastronomia para finalizar pratos, ele não frequenta qualquer cozinha.

Podemos lembrar de alguns crentes “Sal Guérande” ao ler suas qualificações.  Estes são aqueles Crentes Teólogos Celebridades que não frequentam qualquer igreja, não senhores, eles são seletivos onde pregam, onde ensinam e sempre são exigentes onde lhes contratam. Estipulam seus altos cachês, Hotéis 5 estrelas, limousines e tudo o que uma estrela Gospel poderia receber. Pobres miseráveis, nada aprenderam de Cristo que nos chamou para salgar onde quer que formos enviados. Nódoas do Evangelho, vocês já receberam seu galardão aqui nesta terra, e só vos resta o juízo.

Crente Sal do Himalaia

O “Sal do Himalaia” é o Sal da Moda. Só se fala nele, em qualquer discussão gastronômica, está nas Mídias, nos Consultórios Médicos, etc.

Ele é extraído a partir do mar fossilizado que existia aos pés da cordilheira do Himalaia e recebe uma coloração rósea devido a quantidade de óxido de ferro.

Este é o “Crente Sal do Himalaia” ou se preferir, Crente da Moda, o “Politicamente Coreto”. Frequenta debates  se colocando ao lado da maioria. Sempre tem uma solução “Cinza”, nunca se posiciona objetivamente nem por branco nem por preto. Não faz diferença onde é colocado, não salga, embora tenha sido chamado para isto, é apenas mais um na multidão fazendo coro com as opiniões populares e midiáticas, ainda que em 99% das vezes estas opiniões sejam antibíblicas ou anticristãs. O importante é não ser tachado de quadrado, retrógrado, fascista, ou homofóbico. Este também perdeu a sua característica de Sal da Terra.

Jesus finaliza o versículo 13 com a seguinte frase:

“Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.”

Veja que há uma expectativa do Mestre em que sejamos, ontologicamente (ou seja, é uma questão de “Ser”), um Sal em essência e em substância. Fomos chamados para cumprir a missão de Sal neste mundo conservando-o, curando-o e dando-lhe sede. Entretanto existe a possibilidade deste chamado se transformar em frustração, quando, por influencias externas perdermos a nossa salinidade. Porém, mesmo em meio aos nossos fracassos e inutilidades é impressionante como a Graça ainda acha para nós uma Utilidade: “Ser pisado pelos homens”.

Era muito comum nos tempos bíblicos estocar-se uma grande quantidade de Sal Degenerado (Sal que por ter sido exposto à umidade perdia suas propriedades) em um depósito no Templo, pois na época das chuvas os seus pisos de mármore ficavam perigosamente escorregadios e então lançava-se este Sal “inútil” para que os Sacerdotes pudessem transitar sem sofrerem quedas.

Fico imaginando que alguns daqueles que lerão este simples artigo possam estar passando por uma momento crítico de suas vidas espirituais e ministeriais, contudo deixo uma palavra para vocês meus amados irmão. Mesmo em nossa “inutilidade” do momento, o Senhor nos usará pelo menos para que,  de alguma forma, sejamos pisados por nossos sacerdotes para que estes não caiam e nem se firam. Sei que este processo é dolorido, mas ainda assim, é uma maneira de ser Sal no Reino.

Que o Senhor nos abençoe e que nunca percamos nossa essência.

Para os Sais que ainda vivem em Crise existencial no Reino vos digo que: É melhor ser Sal Grosso e rico da Graça do que Famoso, Rico e Midiático, porém perdido.

 

Fonte: https://artigos.gospelprime.com.br/quando-o-sal-da-terra-entra-em-crise-existencial/

 

VEJA TAMBÉM

Você também pode se interessar pelos tópicos abaixo

 

Rede de Homens

Rede de Jovens

Estudos

Ministério de Dança

Pastores e Aspirantes

©Copyright 2014 - Todos direitos reservados a www.webcactv.com.br

Netmidia - Soluções Digitais